Rotativo, parcelar a fatura ou pegar um empréstimo: qual sai mais barato?

Coloque os seus números e veja, nos três caminhos, em quantos meses a dívida acaba e quanto você paga de juros no total.

Por Thiago Nobre, especialista CEA (ANBIMA) e criador do Plano de Bolso · revisado em 26/10/2026

Abre com um exemplo. Troque pelos seus números: as taxas estão na fatura e na proposta do empréstimo.

Pagando — por mês:

Ficar no rotativoum mês no rotativo e depois o parcelamento que o banco oferece
—
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mais barato
Parcelar a fatura agorana taxa do parcelamento da fatura
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mais barato
Empréstimo para quitar a faturaquita o cartão e paga o empréstimo
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mais barato

No Plano de Bolso você coloca todas as suas dívidas, vê quanto de juros cada uma cobra e a ordem certa para pagar, até a sua data de liberdade.

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Como a calculadora faz a conta

Ela compara os três caminhos que aparecem quando a fatura não cabe no mês, sempre pagando o mesmo valor por mês. Assim dá para ver o que muda de verdade: quanto tempo a dívida dura e quanto você paga de juros no total.

  • Ficar no rotativo: você paga parte da fatura e o resto vira rotativo. Pela regra do Banco Central, o rotativo só pode durar até a fatura seguinte. Depois disso, o saldo vai para o parcelamento que o banco oferece.
  • Parcelar a fatura agora: o saldo vai direto para o parcelamento da fatura, com uma taxa menor que a do rotativo.
  • Empréstimo para quitar: você pega um empréstimo com taxa menor, quita o cartão e passa a pagar o empréstimo.

O exemplo que abre na calculadora

Fatura de R$ 3.000 que não cabe no mês, pagando R$ 400 por mês. Rotativo a 14% ao mês, parcelamento da fatura a 8% ao mês e empréstimo a 4% ao mês (taxas de exemplo).

  • Ficar no rotativo: 14 meses e R$ 2.215,15 de juros. Você paga R$ 5.215,15 no total.
  • Parcelar a fatura agora: 12 meses e R$ 1.763,66 de juros. Você paga R$ 4.763,66 no total.
  • Empréstimo para quitar: 10 meses e R$ 638,29 de juros. Você paga R$ 3.638,29 no total.

A diferença entre o caminho mais caro e o mais barato é de R$ 1.576,86 no total, pagando a mesma parcela. Não é o valor da parcela que decide. É a taxa e o tempo que a dívida fica com você.

O que mudou na lei (e o que a calculadora já considera)

Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 1.000 no cartão pode chegar, no máximo, a R$ 2.000. A calculadora aplica esse teto nos dois caminhos do cartão.

O teto não vale para outras linhas de crédito. Por isso, um empréstimo só compensa se a taxa for bem menor e se a parcela couber no seu mês até o fim.

Repare num detalhe que a calculadora mostra: quando a parcela é baixa e a dívida demora muito para acabar, o teto da lei pode fazer o parcelamento da fatura sair mais barato que um empréstimo, porque os juros do cartão param de crescer ao chegar em 100% da dívida. Teste com os seus números antes de trocar uma dívida pela outra.

Antes de decidir, confira três coisas

  1. O CET, e não só a taxa. O Custo Efetivo Total inclui IOF, tarifas e seguros. É ele que você compara entre o parcelamento da fatura e o empréstimo. Está no contrato e na proposta.
  2. Se a parcela cabe até o fim. Trocar uma dívida cara por uma barata só funciona se você não voltar a usar o cartão no mesmo ritmo. Se não, a fatura volta a crescer e você fica com duas dívidas.
  3. A portabilidade. Desde julho de 2024 dá para levar a dívida do cartão para outra instituição que ofereça condições melhores. Vale perguntar antes de assinar.

Não foi falta de disciplina

A fatura mostra o total. Ela não mostra quanto cada caminho vai custar até o fim. Quando você vê a conta inteira, a decisão fica mais fácil, e continua sendo sua.

Perguntas frequentes

Quanto tempo posso ficar no rotativo do cartão?

Pela regra do Banco Central (Resolução CMN 4.549/2017), o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco precisa oferecer o parcelamento do saldo, com juros menores.

Existe limite para os juros do cartão?

Sim. Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. A dívida pode, no máximo, dobrar.

Vale a pena pegar empréstimo para pagar o cartão?

Pode valer quando o Custo Efetivo Total do empréstimo é bem menor que o do parcelamento da fatura e a parcela cabe no seu mês até o fim. A calculadora mostra a diferença com os seus números; a decisão é sua.

Onde encontro a taxa de juros do meu cartão?

Na própria fatura: ela traz os juros do rotativo, do parcelamento e o CET de cada um. No empréstimo, a taxa e o CET estão na proposta e no contrato.

Fontes

Valores de exemplo e estimativas. A conta não inclui IOF, tarifas e seguros, que aparecem no CET de cada proposta. O Plano de Bolso é uma ferramenta de educação e organização financeira. Não faz recomendação individual de investimento e não substitui o acompanhamento de um planejador financeiro.